
Meu grande problema sempre foi sentir demais. Ondas transformam-se em
tissunamis, brisas em furacões. Sofro por antecipação, morro antes de
levar o tiro. Eu sempre me importei demais, e demonstrei de menos, eu
sempre contive tudo dentro de mim, ninguém me entende, quase ninguém se
importa. Entristeço por banalidade, me decepciono com coisas inúteis,
mas nunca me considerei uma pessoa fraca. Nunca gostei de chorar,
principalmente, quando o motivo das minhas lágrimas é aquilo que alguém
fez, ou, pelo que ela não fez. Eu nunca fui de chorar fácil, sempre
engoli a dor a seco. Sempre me considerei, apesar de frágil, forte, pois
fortes são os que sofrem em silêncio, os que transformam dor em
sorrisos.
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